06 junho 2006

A renovação já começou

Na sessão desta semana começámos a concretizar as propostas dos míudos da reunião da passada semana. Alguns deles estiveram a construir e a decorar uma "caixa" para recolha de ideias para alimentar o clube. Usaram uma caixa dos sapatos que forraram com papel verde ( o Luís achou que ciêcia combinava bem com verde!). Ainda não concluíram a tarefa porque é preciso colocar-lhe uma mensagem que diga para que serve, pedindo a colaboração das pessoas e talvez animá-la com alguns desenhos de "objectos de ciência". Uma outra etapa será a divulgação por cartazes de algumas das actividades realizadas no clube. Entretanto, iniciámos também uma arrumação e nova organização do armário do clube. Colocámos rótulos em alguns produtos, usando quando possível a sua designação química e começámos a dar uma nova organização aos materiais. O trabalho irá continuar na próxima semana, apesar da minha ausência. Aliás, será bom se assim for pois isso será um bom pronúncio para a nova organização do clube que prevê que ele possa andar também pelas mãos deles, sem a minha presença obrigatória. A pensar nesta nova fase, comecei a recolher a colocar aqui alguns endereços com jogos, sobre temas de ciência, que fui encontrando na net. Quem sabe se não iremos precisar!

29 maio 2006

A Reviravolta. Será desta?

Pois é, continuamos sem construir o formigueiro mas em contrapartida, parece que começam a aparecer outros formigueiros igualmente interessantes e talvez mais importantes. Hoje tive uma surpresa por sinal muito agradável. Chega a ser desconcertante a sequência de emoções e acontecimentos que vivo de semana em semana, à volta desta minha actividade. Parece que os míudos querem salvar o Clube! Apareceram alguns empenhados em encetar uma reviravolta. Fiquei surpreendida. Não sei o que se terá passado!? Acabámos por fazer uma reunião quase espontânea para pensar no futuro. Algumas propostas deles existiam na minha cabeça quase desde o início mas não considerei estarem reunidas as condições para serem concretizadas:

  • um envolvimento maior deles na escolha e planeamento das actividades a realizar;
  • uma distribuição de responsabilidades, no planeamento e na aquisição dos materiais, por uma equipa formada também por alguns deles;
  • uma maior divulgação das actividades do Clube junto dos membros da comunidade e de todos os jovens que frequentam o Centro;
  • planeamento de actividades não apenas de carácter experimental mas também de outra natureza como jogos, desafios e concursos que incentivem o envolvimento;

Estas foram algumas das propostas.

Durante a reunião foi também importante o testemunho do Michel (o monitor que esteve na sessão a substituir o Toni). Fiquei a saber que ele já tinha dinamizado um clube de ciência numa instituição com características semelhantes e que tinha percebido, a determinada altura, que as actividades com mais sucesso eram aquelas que mais se afastavam do modelo escolar ou com menos possibilidades de serem semelhantes a alguma coisa identificada na escola. Interessante não acham? Enfim, aguardo com expectativa os próximos desenvolvimentos desta nova fase. Ficámos de continuar a tratar desta questão na próxima semana.

Até ao fim, continuarei a acreditar!

22 maio 2006

Reunião de voluntários

Hoje voltou a não haver clube mas antes uma reunião de todos os voluntários que prestam serviço no Centro. São sempre importantes estes momentos, para nos conhecermos uns aos outros, trocarmos experiências de sucessos e dificuldades e para reforçarmos os laços com a instituição que nos acolhe. A reunião foi importante para perceber algumas frustrações e alguns momentos menos conseguidos no Clube. Claro que o Clube não "vive" nem se faz sozinho, pertence a um contexto, a um sistema e foi bom perceber como vão as outras peças da engrenagem. A reunião permitiu também, em termos pessoais, transportar-me 20 anos atrás para o ano de estágio na Escola Secundária Camões (o antigo Liceu Camões). Encontrei uma antiga professora de lá, desses tempos, que nunca mais tinha voltado a ver pelo menos desde 91/92 quando lá voltei para trabalhar num Centro de Apoio Local (CAL) do Projecto Minerva. Recordámos algumas pessoas, interiormente lembrei alguns momentos... senti alguma nostalgia...

16 maio 2006

O formigueiro: afinal não foi desta!

Afinal não foi desta que iniciámos a construção do formigueiro. Não foi possível ao Toni reunir todos os materiais necessários. Talvez para a semana! Como não estava a contar com este contratempo, fiquei um pouco sem saber o que fazer. Recorremos ao improviso que acabou por não ser difícil de concretizar. É que ainda antes de entrarmos, o André que eu não conhecia e nunca tinha visto no clube, perguntou-me se podia fazer pega-monstros. Não sei como soube desta possibilidade!! E foi pelos pega-monstros que acabámos por nos decidir . Foi preciso ir comprar cola a uma das lojas do bairro e felizmente ainda tínhamos um pouco de borato de sódio (ver post do dia 14/02/2006). Enquanto esperávamos, aprendi um novo jogo que o Toni liderou. Os resultados dos pega-monstros podiam ter sido melhores mas valeram as tentativas. É que a solução de borato deve ter ficado demasiado diluída e daí o efeito menos conseguido. Além disso, os míudos juntaram algumas tintas para colorir os seus pega-monstros, o que também pode ter tido alguma influência no resultado final. E assim, no meio de toda a "animação", chegaram as oito da noite!

15 maio 2006

Uma tentativa de renovação: o formigueiro

Devem estar a achar estranho não existir nada publicado sobre o clube há mais de um mês. Até parece que o clube acabou. Não acabou mas está a passar por alguma crise. É verdade que fomos para férias de Páscoa durante duas ou quase três semanas mas nas duas sessões que entretanto se "realizaram" nada de especial aconteceu e por isso não me apeteceu escrever. Parece-me que desde que a Primavera chegou, a rua passou a ser mais aliciante para os míudos e o clube deixou de ter "clientes". Também é verdade que a minha disponibilidade tem sido muito pouca para tentar criar actividades motivadoras que rivalizem com a rua e penso que é aqui que a crise se manifesta e abala a minha motivação. Hoje vamos criar mais uma tentativa para tentar uma renovação. A ideia foi do Toni e do Michel (um outro monitor). Vamos tentar criar um formigueiro. Esperemos que resulte. Andei a procurar alguma informação sobre formigueiros, tema sobre o qual sou uma perfeita ignorante. Deixo aqui alguns resultados dessa pesquisa. Pode ser que nos seja útil para a sessão do clube, mais logo: - neste site da Escola Girassol (uma escola brasileira) encontrei as instruções para construir um formigueiro. Achei bem transcrevê-las aqui até porque o link entretanto deixou de estar activo: "No meio de um vaso transparente coloque um tubo de papelão do rolo do papel higiénico. Coloque terra vegetal ao redor do tubo e molhe um pouco a terra. Bote um pouco de comida para as formigas Coloque as formigas no vaso, e feche com gaze Guarde o frasco num lugar escuro Aguarde e veja os caminhos que elas fazem dentro do formigueiro". Deixo aqui entretanto a referência a um site que pode substituir e completar o anterior http://www.cienciamao.if.usp.br/tudo/exibir.php?midia=ebr&cod=_10 Neste site também brasileiro sobre Criação de Formigueiros de Diferentes Espécies descreve-se uma experiência de construção de formigueiros. Pode ser útil ler, em especial a secção "o que deu errado". Aqui a descrição de uma experiência de construção de um formigueiro http://clubedaciencia-mlamas.blogspot.com/2008/05/formigueiro-da-escola.html Deixo uma última referência em livro, para quem se sinta ainda mais à vontade com esse tipo de recurso. É bom para formigueiros e para outras actividades sobre animais e plantas. Aqui fica a referência: Fredericks, A. D. (1995). Experiências simples da natureza com materiais disponíveis. Venda Nova: Bertrand Editora. Parece-me que por agora chega de formigueiros. Vamos ver o que conseguimos fazer mais logo na sessão do clube. Referência da imagem: http://www2.ufpa.br/dicas/im/ima-in14.htm

27 março 2006

O Benfica-Barcelona, o Sporting e o FQP ... e pelo meio uns circuitos eléctricos

Pois é, hoje é véspera daquele jogo Benfica-Barcelona e era inevitável esse tema ser trazido para a sessão do clube pela Gaby uma benfiquista ferrenha. Ela queria pintar uma faixa sobre o seu SLB (que por acaso também é meu). Foi díficil não aderir e assim se transformou, por um dia, o clube de ciência num clube de desenho e pintura de faixas. Claro que os simpatizantes dos rivais Sporting e FQP também tiveram a sua oportunidade!! Pelo meio ainda houve tempo para construir alguns circuitos eléctricos. E digo-vos foi muito interessante principalmente pela oportunidade de uma vez mais me confrontar e aos miúdos com algumas concepções sobre corrente eléctrica. Por coincidência um dos circuitos que construímos tinha duas lâmpadas em série. Acontece que a lâmpada que estava mais próxima da pilha apresentou uma luminosidade maior do que a outra. Surgiu de imediato a explicação: "a outra lâmpada dá menos luz porque a energia gastou-se na primeira lâmpada que dá mais luz porque está mais perto da pilha". Não pensemos que esta explicação surgiu de miúdos muito novos, alguns dos que lá estavam nesse dia já andam pelos 15, 16 anos. Para quem conhece as concepções dos miúdos sobre electricidade esta explicação é uma das típicas e não espanta nada. (*) O problema foi não termos conseguido trabalhar até ao fim esta concepção e tentar "resolvê-la". Como muitas vezes acontece, os miúdos só conseguem estar envolvidos durante curtíssimos intervalos de tempo. Alguns "zarpam" quando menos se espera e as coisas ficam a meio. Foi o que aconteceu neste caso, com muita pena minha. Mas esta é apenas uma das circunstâncias a que já me vou habituando. (*) Se quiserem conhecer mais concepções sobre este e outros temas de ciência, consultem este livro, disponível, por exemplo, na biblioteca do Centro de Investigação em Educação da FCUL: Driver, R. (1994). Making sense of secondary science: Research into children's ideas (1.ª ed.). London: Routledge Falmer

20 março 2006

Hoje demos uma folga

Hoje baldámo-nos ao clube. Ou melhor, nenhum miúdo, excepto o Vasco que é o membro mais assíduo, apareceu. Demos uma folga! O Vasco ficou a jogar no computador, o Toni foi tratando de algumas coisas sobre a sua viagem à Eslovénia para um workshop sobre o trabalho com jovens e eu fui actualizando algumas coisas no blog. Na próxima semana lá voltaremos a estar!! Esperem por nós!!

13 março 2006

Construímos um Caleidoscópio

A nossa sessão de hoje girou à volta da construção de um caleidoscópio. Como o construímos? Usámos três pequenos espelhos rectangulares (comprados numa loja de produtos chineses) e seguimos as instruções disponíveis neste endereço da Internet onde se ensina a construir um caleidoscópio para ensinar ciências. O invólucro do sistema de espelhos foi um tubo de cartão retirado do interior dos rolos de papel higiénico (ou das toalhas de cozinha). Na base do tubo, em vez de um vidro, usámos um pedaço de plástico translúcido. É importante que seja algo que deixe entrar a luz no tubo mas numa "luminosidade suave" e por isso, depois de experimentarmos com película de plástico aderente, optámos pelo plástico translúcido. Estas imagens não são do nosso caleidoscópio pois neste dia não tínhamos máquina fotográfica, foi retirada do mesmo site. Um dia talvez tomemos a decisão de a substituir por uma nossa. Faltou-nos fazer a decoração exterior do nosso caleidoscópio e juntar-lhe algumas missangas mais bonitas para que as imagens obtidas possam ser também mais espectaculares. Para já ficámos a saber como se constrói e no futuro pensamos usá-lo também num outro contexto, para as simetrias a partir das ideias que descobrimos neste endereço. Se quiserem experimentar esta variação vão aqui ver http://www.feiradeciencias.com.br/sala02/02_065.asp Ficam aqui duas fotografias para mostrar o que se pode fazer e a variedade de caleidoscópios que podemos construir. Neste site Kaleidoscope têm também a possibilidade de construir caleidoscópios virtuais.

07 março 2006

A febre dos pega-monstros

Fabricar pega-monstros tem sido uma autêntica febre nas últimas semanas. Mesmo com a interrupção do Carnaval não se esqueceram e voltaram aos pega-monstros. Não havia cola mas quiseram ir de propósito comprar e depois foi uma animação cada um a fazer o seu. O entusiasmo, a persistência para obter a melhor consistência (tivémos que ir por tentativa e erro pois não temos bons instrumentos de medida de volumes de liquídos). Foi fabuloso! De facto não há como os míudos para nos surpreenderem! Acho que nunca os tinha visto assim!! Espero que continuem! Só tenho que descobrir algo equivalente aos pega-monstros. Essa é a tarefa difícil!

14 fevereiro 2006

Pega monstros e derivados

Na sessão de hoje dedicámo-nos a experimentar fabricar pega monstros. Usámos as indicações publicadas no sítio dos míudos. Basicamente a tarefa consiste em usar uma pequena porção de cola, pode ser a cola de madeira ou outra equivalente, a que se adiciona um pouco de solução de borato de sódio. A mistura adquire uma certa consistência semelhante à borracha de que são feitos os pega monstros. Como não tínhamos bons instrumentos para medir volumes de líquidos tivemos de ir por tentativas procurando obter a consistência desejada. Isto acabou por se revelar engraçado pois em alguns casos permitiu-nos obter deliciosas bolas saltitonas em vez dos simpáticos pega monstros. Mas foi giro pois os miúdos começaram a tentar perceber as quantidades de cola e de borato que era preciso adicionar para obter um determinada consistência.
Foi mesmo divertido!

30 janeiro 2006

Finalmente a couve roxa

Há quinze dias que tínhamos um pedaço de couve roxa guardado no frigorífico à espera da oportunidade de conseguir produzir um indicador ácido-base. Hoje finalmente conseguimos! Basicamente trata-se de partir a couve em pedaços pequenos e cozê-la em água como se faz, em geral, a qualquer legume. Em seguida, aproveita-se a água da cozedura e deixa-se arrefecer. Este liquido de cor roxa é o nosso indicador. Se quiserem saber mais pormenores sobre como se produz este indicador caseiro, podem consultar as instruções publicadas no site "o sítio dos miúdos" ou, em alternativa, no "ciência em casa". Claro que a nossa tarefa não acabou aqui na produção do indicador. A seguir fomos usá-lo para testar algumas soluções e saber se eram ácidos ou bases. Como além do indicador da couve roxa também tínhamos solução alcoólica de fenolftaleína deu para usar os dois e comparar as mudanças de cor que se obtinham. As soluções que testámos foram o sumo de limão, o hidróxido de sódio, o vinagre, o detergente, entre outras.

23 janeiro 2006

Espuma colorida e uma tentativa de tornado

A sessão de hoje não foi muito diferente do habitual. talvez os míudos estivessem hoje mais predispostos a mexer e a realizarem eles, de facto, em conjunto as actividades propostas. Começámos por uma das propostas pesquisadas no computador na sessão anterior. A escolha deles foi feita em função dos títulos mais ou menos sugestivos. Esta chamava-se Espuma Colorida.
Tivémos de fazer várias tentativas para que alguma coisa resultasse. Finalmente parece que conseguimos uma tímida espuma colorida nunca muito exuberante. O verde foi a cor que usámos. A segunda parte da sessão foi uma tentativa de simulação de um tornado. Continuámos no verde e tivémos esperança. A montagem até resultou mas não sei se conseguimos o efeito. Aprendi mais tarde que se adicionar um pouco de óleo (colorido de preferência) à água da garrafa se consegue um melhor efeito. Por outro lado, quando tentamos despejar a água de uma garrafa para a outra devemos rodar bem a garrafa que tem a água. Estes dois pormenores fazem com que o vórtice que se forma dentro das garrafas seja mais visível.

16 janeiro 2006

Volume do Alegrete e Escolha de actividades

Hoje dividimo-nos em dois grupos e realizámos duas tarefas. Uma era uma "encomenda" da Paula, uma das responsáveis da instituição. Tinha sido construído um alegrete novo no átrio e era preciso saber quantos sacos de terra eram necessários para preparar o espaço para receber plantas. Alguns miúdos foram participar com o Toni na tarefa de medir as dimensões do alegrete para determinarem o volume. Parece-me que ajudaram a medir mas deixaram os cálculos para o Toni e começaram todos a achar que tinham de regressar a casa mais cedo! O segundo grupo foi para o computador escolher propostas de actividades. Durante a semana eu não tinha tido muito tempo para contactar o Toni sobre os "ingredientes" que precisava para uma actividade que tinha pensado para hoje. Por isso pareceu-me interessante experimentar uma estratégia diferente que consistia em indicar aos miúdos um site com uma colecção variada de propostas simples e pedir-lhes que escolhessem realizar uma que gostassem. Neste caso escolhi um site, o sítio dos miúdos, que tinha consultado há alguns dias e que me parecia de fácil consulta pelos miúdos. Esta estratégia acabou por não resultar como gostaria porque os computadores estavam muito lentos e a impressora também resolveu funcionar mal. Depois de várias tentativas e da dispersão dos miúdos que rapidamente tentavam deslizar para o messenger ou para o site de jogos favoritos, lá conseguimos a recolha de três propostas que contamos concretizar nas próximas sessões.

09 janeiro 2006

A caixa de óptica

Hoje a sessão do clube parece ter voltado a animar. Levei uma caixa sobre óptica. Era uma caixa dos sapatos onde tinham sido feitos alguns oríficios em locais estratégicos. Dentro da caixa colocaram-se alguns espelhos. Sem abrir a caixa e apenas espreitando pelos orifícios, os miúdos tinham que descobrir o que estava lá dentro. Foi um desafio tentar adivinhar! Claro que permitiu uma grande discussão sobre espelhos e sobre reflexão da luz. Voltou o divertimento!

05 janeiro 2006

Disponível uma versão condensada deste diário...

Por sugestão de alguns amigos tentei resumir num artigo de poucas páginas o conteúdo deste blog, Trata-se de uma espécie de versão soft do diário do clube. O artigo tem o título "História de um Clube de Ciência " e encontra-se publicado na revista online do Centro de Formação de Professores Proformar. Leiam e não se esqueçam que aguardo, como sempre, os vossos comentários e sugestões.

12 dezembro 2005

O fabrico de sabão e planos para a próxima sessão

O clube vai andando mas, nesta fase, não existe um grande entusiasmo da minha parte. As razões são várias, procurarei explicitar algumas delas numa próxima oportunidade. Uma actividade que tentámos realizar hoje foi o fabrico artesanal de sabão. http://cienciaemcasa.cienciaviva.pt/sabao.html Não correu muito bem. Se calhar não fizemos bem a proporção dos ingredientes que utilizámos ou alguns não tinham a melhor qualidade. Valeu a tentativa. Equacionámos para uma próxima a sessão a possibilidade de produzir um indicador ácido-base a partir da couve roxa. Em http://cienciaemcasa.cienciaviva.pt/indicador.html Podemos produzir o indicador a partir da couve-roxa e numa próxima sessão usar este indicador ácido-base e outros como a solução alcoólica de fenolftaleína e o açafrão da Índia (que se usa em pó) para investigar o carácter químico de algumas soluções. Exs: vinagre, sumo de limão, hidróxido de sódio, água da torneira, shampoo, detergente, etc. A actividade experimental pode ser complementada usando as sugestões (em Inglês) que se encontram na internet e que correspondem praticamente a uma actividade "experimental" virtual que usa alguns indicadores ácido-base e trabalha também o conceito de pH: http://www.miamisci.org/ph/phcabbage.html Algumas questões exploratórias podem ser: O que são ácidos? Como se reconhece um ácido? O que é o pH?

05 dezembro 2005

Densidade de líquidos

A actividade mais interessante da sessão de hoje foi a de colocar num mesmo copo diversos liquidos com diferentes densidades. Usámos calda de caramelo, óleo vegetal e água colorida e observámos o que acontecia à medida que os líquidos iam sendo adicionados ... No blog dos miúdos, existe uma tentativa de descrição da actividade, tal como foi realizada por um deles. Como se nota, as dificuldades de escrita são grandes e a utilização do computador para escrever, também cria problemas! Decidi, contudo, não corrigir a versão deles e deixar a texto tal como foi lá colocado à primeira, mesmo com erros de ortografia e outros!... A verdade é que os computadores de que dispomos são pouquíssimos e não consegui, em tempo útil, fazê-los voltar e corrigir com eles, na sua presença, o texto inicial!

30 novembro 2005

A Exposição "À luz de Einstein" na Gulbenkian

Ainda não escrevi nada sobre a visita à exposição "À luz de Einstein, 1905-2005" na Gulbenkian que se realizou no sábado passado como tinha anunciado no post anterior. Aqui ficam alguns comentários sobre a forma como a vi. A exposição tinha algumas coisas interessantes mas não estava preparada para miúdos desta faixa etária (11 aos 13 anos). Penso mesmo que não está preparada para o público em geral, o que me parece que seria o principal objectivo para uma exposição naquele espaço. Estamos na época da imagem e parece-me que a informação disponível e as propostas de actividades tinham demasiado texto que não era rápido e fácil de assimilar por estes miúdos. Por outro lado, nas propostas preparadas para serem interactivas faltava, às vezes, alguma clareza e inclusivé algumas legendas com a identificação de equipamentos incluídos nas montagens que não eram fáceis de identificar por quem não conhece. Uma outra questão que não estava clara é a de saber o que é interactivo e o que não o é. Numa exposição que tem uma parte interactiva mas outras coisas que o não são era bom ter claro o que é e o que não é interactivo para não se ser apanhado a mexer em coisas onde afinal não se pode mexer, principalmente quando se fala de miúdos. Só apenas mais um aspecto sobre a exposição. Apesar de perceber a abordagem histórica e por isso a sala introdutória, se calhar não começaria por aqui. Parece-me que seria mais fácil agarrar adolescentes pelas coisas mais recentes e por isso mais próximas deles, mais tecnológicas, do que pelos aparelhos antigos, claramente de museu. À parte destes comentários a ida à Gulbenkian foi divertida até porque muitos miúdos, apesar de serem de Lisboa, nunca lá tinham ido e só pelo espaço e pelo jardim teria valido a pena. É perceptível tambémque os miúdos "apanharam" alguns aspectos da exposição que ressalta do que escreveram no blog e do que disseram quando interpelados no final da visita e na segunda feira seguinte durante a sessão do clube. Para mim ficou a vontade de lá voltar para ver e usufruir verdadeiramente da exposição. É que desta vez os meus olhos estiveram mais postos sobre os miúdos e a forma como se comportavam do que sobre a exposição propriamente dita.

28 novembro 2005

Rescaldo da visita à Gulbenkian

A sessão de hoje foi passada à volta do computador. Viram-se as fotografias sobre a visita à Gulbenkian e os miúdos escreveram sobre isso no blog deles. Não se assustem com a ortografia. Está um bocadinho má. O curioso é que em alguns casos não se trata de puros erros de ortografia mas percebe-se que escrever com Ks e abreviaturas parece ser uma opção. Alguns deles referiram que escrevem assim por ser na internet. Claro que estão a confundir a internet com o messenger mas esta será uma conversa para outros momentos. O facto de os miúdos que estão presentes numa dada sessão do clube raramente estarem nas sessões seguintes vai impedir-me de esclarecer esta questão de forma rápida e tentar que sejam feitas quanto antes as correcções necessárias.

22 novembro 2005

Faltei ao Clube

Esta semana não consegui ir ao clube e sei que isso não é muito bom. Uma vez por semana já é pouco para criar continuidade não só nas actividades de ciência mas também nas questões afectivas que ali são talvez ainda mais importantes. Aliás acho que anda a faltar qualquer coisa e isso se calhar é a continuidade, o poder estar com os miúdos noutros momentos que não só à segunda feira naquelas duas horas. Mas, por enquanto, esta é a forma possível. Eu andava algo preocupada com a questão da forma de propor as tarefas aos miúdos e isso sei que terá de passar mais por lançar questões e desafios. Já escrevi sobre isso mas agora falta-me passar para a prática. É que como sabemos, nos recursos que consultamos, manuais, sites, livros encontram-se mais as receitas do que os desafios. Esses têm de ser pensados e construídos, não existem, em geral disponíveis nas fontes que usamos. Uma outra questão prende-se com o défice de escrita dos miúdos. Também neste caso a coisa tem de ir aos poucos e a aposta primeira tem que ser na oralidade. Talvez uma boa discussão e um bom questionamento oral possam vir a contribuir para enriquecer os textos que os miúdos escrevem no blog. Bom, no sábado podemos compensar a não existência de sessão do clube com uma ida à exposição sobre Einstein que está na Gulbenkian. É uma exposição interactiva e espero que os miúdos gostem e apreveitem. Se quiserem mais informações sobre esta exposição consultem o site da Fundação Calouste Gulbenkian.